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7 Encontro Brasileiro da Comunidade Python
Em 2011 a Python Brasil acontece na cidade de São Paulo e traz algumas novidades no seu formato. Além de contar com palestras de alto nível e a participação dos principais especialistas em Python, atividades de integração entre todos os participantes estão sendo planejadas. Aproveite esta oportunidade de se reunir com toda comunidade Python brasileira.
21 dezembro, 2012
Sonora com Roberto Cláudio, prefeito eleito de Fortaleza
Durante o anúncio do secretariado municipal, dia 20/12/2012, no Hotel Marina Park, a assessoria de comunicação do Sindifort entrevistou o prefeito eleito Roberto Claúdio (PSB), sobre qual será a posição da futura gestão com relação aos servidores municipais e suas demandas.
08 março, 2012
Homenagem às mulheres
Aproveito o 8 de março, Dia Internacional da mulher para prestar uma homenagem às belas & às feras usando as palavras de 3 das minhas poetas preferidas.
Todas as Vidas
Com licença poética
SONETO
Todas as Vidas
Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço…
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo…
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha…
tão desprezada,
tão murmurada…
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!
Cora Coralina
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Prado
SONETO
Pergunto aqui se sou louca
Quem quer saberá dizer
Pergunto mais, se sou sã
E ainda mais, se sou eu
Que uso o viés pra amar
E finjo fingir que finjo
Adorar o fingimento
Fingindo que sou fingida
Pergunto aqui meus senhores
quem é a loura donzela
que se chama Ana Cristina
E que se diz ser alguém
É um fenômeno mor
Ou é um lapso sutil?
Ana Cristina César
05 fevereiro, 2012
Jornalista/assessor de imprensa tem que ser polivalente
Foi-se o tempo em que bastava ter um bom texto e um canudo para ser jornalista. Hoje, ter um bom texto continua sendo fundamental. Quando ao canudo nem tanto, apesar do corporativismo desesperado das entidades sindicais que, quando terminar a pendenga do diploma, ficarão sem ter como mobilizar a categoria, visto não tratarem de questões essenciais ligadas à comunicação e aos direitos sociais. Exemplo? Não se ouviu um pio da Fenaj nem de outras entidades que dizem representar os jornalistas sobre a censura na internet (SOPA, PIPA, ACTA, AI5 Digital...). As entidades também não questionam os profissionais que possuem canudo mas violam diariamente as normas éticas que elas mesmas apregoam em manuais e discursos. Quando à Fenaj questionou algum jornalista da Revista Veja?
Mas voltando à idéia inicial, cada vez mais é necessário ser polivalente e ágil. Diagramar, fotografar, ter noções de gravação e edição (vídeo e aúdio), atualizar sites, operar nas redes sociais etc. A agilidade e isso sem comprometer a qualidade da informação, tornou-se obrigatória. Como diz o professor Rosental Calmon, jornalista tem que ser multimídia.
Por outro lado essas exigências aumentam a carga de trabalho, o nível de exigência e o stress para os profissionais da área. Continua a discussão sobre ser multimídia ou multitarefa.
No sábado, 04/02/12, tive mais uma vez uma amostra desse cotidiano. Como assessor de imprensa do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) , estava ao mesmo tempo fotografando à mobilização dos agentes de trânsito da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC), em greve desde o dia anterior, fazendo sugestões de pauta a produtores e redatores dos portais, TVs e jornais, auxiliando os diretores do sindicato no contato com os repórteres, enviando fotos e textos aos portais e atualizando o site do Sindifort. Duas fotos foram inclusive usadas pelos portais Cnews da TV Cidade e G1 da TV Globo.
Abaixo uma sonora com o professor Rosental Calmon feita pelo grande Eliomar de Lima.
Mas voltando à idéia inicial, cada vez mais é necessário ser polivalente e ágil. Diagramar, fotografar, ter noções de gravação e edição (vídeo e aúdio), atualizar sites, operar nas redes sociais etc. A agilidade e isso sem comprometer a qualidade da informação, tornou-se obrigatória. Como diz o professor Rosental Calmon, jornalista tem que ser multimídia.
Por outro lado essas exigências aumentam a carga de trabalho, o nível de exigência e o stress para os profissionais da área. Continua a discussão sobre ser multimídia ou multitarefa.
No sábado, 04/02/12, tive mais uma vez uma amostra desse cotidiano. Como assessor de imprensa do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) , estava ao mesmo tempo fotografando à mobilização dos agentes de trânsito da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC), em greve desde o dia anterior, fazendo sugestões de pauta a produtores e redatores dos portais, TVs e jornais, auxiliando os diretores do sindicato no contato com os repórteres, enviando fotos e textos aos portais e atualizando o site do Sindifort. Duas fotos foram inclusive usadas pelos portais Cnews da TV Cidade e G1 da TV Globo.
Abaixo uma sonora com o professor Rosental Calmon feita pelo grande Eliomar de Lima.
24 janeiro, 2012
O autoritarismo ianque e a Vendetta do Anonymous
Adotando o rosto (que é uma máscara) de um personagem real, Guy Fawkes, que virou personagem de história em quadrinhos - V de Vingança, o Coletivo Anonymous está retaliando pesado a iniciativa dos EUA que tiraram do ar sites de compartilhamento de arquivos na internet.
O primeiro desses sites foi o MegaUpload, cujo dono e funcionários foram presos e tiveram bens confiscados sem que houvesse processo legal ou julgamento.
Isso aconteceu no dia seguinte (19/01/12), ao protesto realizado por milhares de sites, portais e blogs contra duas leis norte-americanas, SOPA e PIPA, que limitam de forma arbitrária a liberdade na internet.
Já durante as manifestações do dia 18, que tiraram do ar sites como a Wikipedia em língua inglesa e da Free Software Fundation, deputados, senadores e lobistas dos EUA começaram a recuar da aprovação do projeto. No entanto, demonstrando a arrogância e a truculência costumeiras, o FBI a mando de Barak Obama deu início ao fechamento do MegaUpload. Duas ou três horas após, o Anonymous iniciou ataques que na noite do dia 19, tiraram do ar os sites do FBI (fbi.gov), do Department of Justice (Justice.gov), da Motion Picture Association of America (MPAA.org) e da Universal Music (UniversalMusic.com). Nos dias seguintes vários outros sites foram derrubados, ou tiveram a página inicial trocada por mensagens contra o SOPA e o PIPA por iniciativa de defacers. A retaliação levou o nome de Operação MegaUpload e uma das hashtags mais usadas no twittter nos últimos dias tem sido justamente #OpMegaUpload.
No Brasil, até o momento, foram derrubados ou pichados vários sites. Entre eles o do senador Michel Temer (http://www.micheltemer.com.br), da Caixa Econômica Federal (http://www.caixa.gov.br/), do Banco Itau (http://www.itau.com.br/), do Governo Eletrônico (http://www.e.gov.br), do Portal Brasil (http://Brasil.gov.br) e vários outros, Um dos mais atacados foi o da Secretaria de Segurança de São Paulo (http://www.ssp.sp.gov.br/) que no domingo, 22 de janeiro, e dias posteriores, promoveu o desalojo da comunidade Pinheirinho, de forma violenta. A lista completa pode ser acessada no blog anonops. O grupo protesta também contra uma legislação europeia similar ao SOPA, chamada ACTA.
O Anonymous também disponibilizou toda a discografia da SonyMusic através de torrents e promete trazer de volta o site do MegaUpload, que no momento já está no ar, mais ainda sem arquivos.
Os ataques desfechados usaram DoS ou DDoS ou Ataque de Negação de Serviço. Basicamente inunda-se o servidor web onde o site está hospedado com uma enxurrada de requisições que sobrecarregam o servidor e tiram o site do ar. Isto não causa dano aos arquivos e algumas horas depois o site volta a funcionar. O LOIC foi um dos softwares usado nos ataques. O Anonymous divulgou ainda sites nos quais internautas poderiam participar dos ataques de forma voluntária e sem ter o software instalado em seus micros.
Quem não pode com o pote, não pega na rodilha
Talvez seja exagero falar como alguns fizeram em primeira guerra online ou Word Wide War, mas o conflito desencadeado pelo governo dos EUA parece estar tomando proporções que eles mesmos não dimensionavam, assim como não dimensionaram as ocupações do Iraque e do Afeganistão.
É bom lembrar que há tempos os EUA e seus aliados atacam o WikiLeaks e tem feito de tudo para tirar o site do ar. A retirada do site do MegaUpload e a prisão de seus integrantes representa não só um atentado contra a liberdade de expressão, mas um precedente perigoso. nenhum dos que foram presos é cidadão norte-americano e tiveram bens confiscados sem direito à defesa. Como Disse o Avelar, é “A Polícia a serviço do Copyrigth”. Entre as razões, estão as doações hollywoodianas para as campanhas eleitorais, inclusive do próprio Obama. É bom lembrar também que enquanto o presidente dos EUA fecha o MegaUpload e prende os responsáveis pelo site, mantém aberto co campo de concentração de Guantánamo, totalmente contrário a qualquer tratado de direito internacional e que fere basicamente todos os preceitos apregoados pelos EUA quando falam em liberdade, democracia e respeito às pessoas.
Embora não hajam provas, todos sabem a quem interessava e quem tinha condições para criar o vírus Stuxnet, que danificou as centrífugas do Programa Nuclear Iraniano. Isso equivale no mínimo a uma ação similar a do Anonymous, mas por razões bastante diversas.
Você já se perguntou por que só os governantes dos EUA e as megacorporações podem determinar qual conteúdo da internet e como este deve circular? Já tentaram isso como na época da guerra dos browsers e foram derrotados. Não creio que desta vez seja diferente!
Nos anos 80, em sua “V de Vingança”, Alan Moore e David Looyd mostravam uma sociedade paranoica, alienada e controlada por um estado policialesco e totalitário, para não dizer fascista, baseada na Inglaterra de Margareth Tatcher e talvez nos States de Ronald Reagan. No prefácio da HQ, Moore diz que “...este está virando um lugar frio e hostil”. Definitivamente não queremos uma internet assim.
Este artigo também foi publicado no Portal Comunique-se
Uma nota de rodapé: a forma como a grande imprensa tem tratado essas questões é no mínimo estranha. Um exemplo: a Folha de São Paulo, ao noticiar “, trouxe o seguinte trecho: “O site The Hill entrou em contato com o Departamento de Justiça, mas seu porta-voz não confirmou o ataque." E precisa de porta-voz? Não bastam um computador com browser e conexão? No momento em que a matéria foi veiculada, o site do Departamento de Justiça dos EUA estava offline. Também não foi noticiada a queda da maioria dos sites brasileiros.
Por fim, recomendo uma matéria interessante sobre o Coletivo Anonymous que pode ser encontrada na Revista Fórum.




