14 julho, 2011

Wikilivros


Os avanços tenológicos na área da informática ampliaram bastante as possibilidades de realização coletiva. Livros, portais, softwares, vídeos etc. podem hoje facilmente serem feitos  por várias mãos e cabeças.
A colaboração na produção de conteúdo sempre foi um dos pressupostos básicos do software livre. Atualmente isso está mais fácil de fazer do que nunca.
Uma das melhores formas para divulgar conhecimento é o wikilivro. Conforme a Wikipedia “Wikilivros (do inglês: Wikibooks, anteriormente chamado Projeto de Textos Didáticos Livres da Wikimedia, do inglês: Wikimedia Free Textbook Project ou Wikimedia-Textos Didáticos) é um projeto de código wiki da Wikimedia Foundation, tal como a Wikipédia, dedicado ao desenvolvimento colaborativo de textos didáticos[3] (como livros, apostilas, manuais) de conteúdo livre (licenciados sob a GNU FDL).[4]
Criada em 10 de julho de 2003, baseia-se no sistema wiki (do havaiano wiki-wiki = "rápido", "veloz", "célere"). O modelo wiki é uma rede de páginas web contendo as mais diversas informações, que podem ser modificadas e ampliadas por qualquer pessoa através de navegadores comuns, tais como o Internet Explorer, Mozilla Firefox, Netscape, Opera, Safari, ou outro qualquer programa capaz de ler páginas em HTML e imagens. Este é o fator que distingue o Wikilivros de todas as outras coletâneas de livros e materiais didáticos: qualquer pessoa com o acesso à Internet pode modificar qualquer artigo, e cada leitor é potencial colaborador do projeto.”
Há uns dois anos participei de um projeto organizado pelo Ribamar Ferreira. O Projeto que virou um wikilivro e trata do desenvolvimento de aplicativos na linguagem PHP. A julgar pelos dados do Google, é um sucesso. Veja o wikilivro Aplicativos em PHP.

13 julho, 2011

Sobre homens e códigos


Bom, nesta postagem gostaria de fazer uma indicação e duas homenagens. A indicação é do livro Componentes Comerciais para Joomla, Editora Clube dos Autores e escrito pelo Ribamar Ferreira de Sousa, o nosso RibaFS.
As homenagens são ao próprio Riba, pelos muitos conhecimentos que compartilhou comigo e com outros, não só sobre software livre, mas sobre dignidade humana e também ao Joomla e a sua equipe de desenvolvedores.
Abaixo, o prefácio que orgulhosamente fiz para o livro.



Sobre homens e códigos

“A melhor maneira de dizer é fazer”

José Martí

“Nada existe de grandioso sem Paixão"

Hegel

As duas frases acima definem bem o Ribamar e sua relação com o software livre, quiçá com
o mundo. É um apaixonado pelo conhecimento, pela liberdade de conhecimento e é um
daqueles que dizem fazendo, com exemplos concretos.

Este livro é sem dúvida mais uma de suas valiosas contribuições para aqueles que utilizam
o Joomla e desenvolvem em PHP. Muito provavelmente, se você chegou até aqui é porque
já conhece o Joomla. Assim, não tenho intenção em me alongar nos aspectos técnicos, até
porque o próprio Ribamar já detalha o conteúdo e a que se propõe o “Criando Componentes

Comerciais para Joomla 1.5 e Joomla 1.6” na introdução do livro. Mas é necessário dizer
que esta não é sua a primeira contribuição e esperamos que não seja a última na área do
desenvolvimento. O Riba, como é conhecido pelos amigos, já publicou diversos trabalhos
tais como livros, wikibooks, tutoriais, cursos online etc. que versam sobre Joomla, Drupal,
PostgreSQL, PHP, MySQL, desenvolvimento de aplicativos, frameworks, SOs... Enfim, uma
longa lista. Não deixe de acessar o www.ribafs.org.

Gostaria de aproveitar este espaço que me foi tão gentilmente cedido, primeiro para prestar
uma justa homenagem, na pessoa do Ribamar, a todos que contribuem de alguma forma com
o software livre, impedindo que o conhecimento em uma área tão importante seja monopólio
da cega lógica do lucro, que não visa o bem estar das pessoas e está levando o mundo à
destruição.

Também gostaria de propor uma pequena reflexão: qual a responsabilidade social hoje que
têm os desenvolvedores? Obviamente, na era das comunicações e quando vivemos o que
Guy Debord qualificou de sociedade do espetáculo, não podemos acreditar que nosso papel é
somente escrever código ou utilizar despreocupadamente ferramentas de imenso poder, como
é o próprio Joomla. Os códigos que escrevemos, os aplicativos, sites e portais que criamos,
os dados que ajudamos a converter em informação, as informações que ajudamos a difundir,
estão de alguma forma contribuindo para um mundo diferente do atual circo de horrores?
Não sou ingênuo em acreditar que devamos agir como o lendário São Francisco. Vivemos
em um mundo capitalista e precisamos, no mínimo, sobreviver. Mas virar as costas à nossa
responsabilidade enquanto criadores e difusores de conhecimento, mais que isso, enquanto
seres humanos, e simplesmente nos contentarmos em ser(mos)vis que se afogam nas marés
do consumismo, do conformismo e da inconsciência, é demais. Não escrevemos código para
máquinas, escrevemos para pessoas e, ao fazermos isso, devemos ter em conta o bem estar
delas, que afinal nada mais são que nós próprios.

O livro que você tem em mãos (ou na tela) pode ser um bom exemplo de como isso é possível.
Como na maioria de suas empreitadas, o Ribamar neste livro, busca voar alto. Isso já fica
patente em uma das frases da introdução: Agora podemos então abrigar no CMS Joomla

qualquer aplicativo em PHP. Mais um desafio. Vamos aceitá-lo?

Haroldo Barbosa
Jornalista, desenvolvedor web e usuário do Joomla

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