Na noite de 14 de agosto e durante o dia 15, a Praia de Iracema muda.
O local deixa de ser somente o habitat dos meirelers, templo do comércio e um
dos playgrounds da especulação imobiliária.
Milhares de pessoas vêm para a Festa de Iemanjá, no aterro da Praia de Iracema.
A maioria é dos bairros periféricos e enfrenta uma quase romaria, organizada
pelos terreiros e pelos coletivos que promovem a Festa.
Vestem branco. Trazem seus tambores, sua fé e suas crianças. Trazem flores e axé
para reverenciar Iemanjá, Senhora do Mar.
O apoio público, dado em larga escala a eventos de outras religiões, como o
Festival Halleluya, não chega na Festa de Iemanjá e nem em outros eventos da Umbanda.
Mesmo assim, os povos de terreiro continuam fazendo essa festa, saudando suas
entidades e manifestando sua resistência.
Odoyá! Saravá a maresia!


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